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EDITORIAL - 12/12/2011 - 14h34
Exemplo de Arautos
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Estamos praticamente chegando ao final de mais um ano, teremos pelo menos aqui no interior de Mato Grosso, menos de duas semanas de circulação, em Cáceres, o nosso jornal diário, um bi-semanário e um semanal, todos nós, editores, cônscios de que o direito de acesso à informação integra a liberdade de expressão, garantida pelo artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No caso do jornalismo cacerense, e aqui inserimos nossos colegas Sinézio Alcântara e João Arruda, com a vênia de ambos, batalhadores como a gente no afã do dia a dia de buscar divulgar com parcimônia e transparência as noticias, através da informação, ao contrário das grandes mídias, usamos a ferramenta fundamental para o exercício dos direitos individuais e coletivos, a comunicação ágil beneficia cada ser humano e toda a comunidade, que passa a manejar a faca e o queijo para tomar decisões. Comungamos aqui em Cáceres, a Tonica d e que o jornalismo, como resultado da prática cotidiana de milhares de profissionais no globo terrestre, não é um monólogo de alguns poucos privilegiados dedicados a uma audiência escrava, que finge estar escutando. A comunidade é pautada pelo noticiário e se beneficia dele para compreender, situar-se, inteirar-se, dialogar, criticar o mundo da vida. A liberdade de informação constitui uma salvaguarda da democracia, em que o acesso à notícia, aos bens culturais e à alfabetização (inclusive digital) deveria estar na cartilha dos direitos humanos, apesar de nem sempre ser seguida. E qual a função do jornalismo? Nas escolas aprendemos que a carreira deve zelar por três objetivos: formar, a função educativa dos meios; informar, refere-se à tarefa de fazer circular os dados; e entreter, ajudar na busca da felicidade. Encarada como pretensiosa por estudiosos do espectro da Comunicação e afins (publicitários, mercadologistas, sociólogos, antropólogos, historiadores), essa missão é o que explica a dedicação de tantos profissionais em tantos lugares do universo. Enfim, a boa e velha vontade de mudar o mundo. Mudar o mundo como? Pelas próprias pessoas, por suas próprias mãos, na medida em que se informam e aprendem a ver melhor o que está acontecendo e que lhes é levado pela notícia. Longe dos PHD’s em ciências de mídia, exercendo o nosso jornalismo sério, imparcial e informativo-opinativo, incompreendidos por alguns, aceitos por quem reconhece o sacrifício da imprensa interiorana, onde pelo menos nós jornalistas não temos a ilusão de ficar rico, somos em Cáceres os três mosqueteiros a dar exemplo aos grandes, em sua maioria, mercadologistas. Podem alguns até nos taxar de sonhadores, por termos como meta básica, a objetividade, no opinativo, acreditamos quando usado em colunas, o jornalismo praticado em Cáceres, procura, como na época de Mirabeau e Robespierre, fazer a cabeça do leitor e lutar ao lado dele por causas consideradas nobres. É um tipo de jornalismo que não tem pejo em opinar ao fim ou dentro dos textos, a fim de mostrar ao leitor o lado bom, azul ou róseo das políticas públicas ou ao contrário, a banda podre dos problemas urbanos e rurais do país, crendo que aqui reside a missão do jornalismo e do jornalista. Paulista de naturalidade, sentimo-nos honrados em integrar este clube restrito de bons jornalistas, sem esquecer aqui do também colega Faquini e justificamos nossa ausência no jantar do Sebrae de Cáceres, por motivos alheios à nossa vontade, mas com certeza estivemos muito bem representados pelo pugilo de colegas lá presentes. Finalizando, queremos registrar a luta da imprensa cacerense ao engajar em campanhas pelos direitos da criança, do idoso, dos pedestres e dos ciclistas, vestindo a camisa dos revolucionários franceses, e defendendo a imprensa como instituição. Não ganhamos nada pela nossa luta? Ledo engano, ganhamos o reconhecimento da comunidade local, basta passar aos domingos (dia que temos folga) pela banca do Daud, para constatar a avidez dos leitores na busca dos periódicos de Cáceres, folheando, lendo e comentando as informações dos jornais da cidade, que nada perdem para as mídias impressas de Cuiabá.
FONTE: JCC






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